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A
denominação 5S é devida às cinco atividades iniciadas pela letra “S”, quando
nomeadas em japonês. São elas: SEIRI, SEITON, SEISO, SEIKETSU e SHITSUKE.
Não há uma convergência de
informações sobre a real origem do 5S. Alguns autores citam que foi criado pelo
saudoso Dr. Kaoru Ishikawa, Engenheiro Químico japonês e principal pregador dos
conceitos de qualidade total naquele país. Esta referência deve-se ao fato ter
sido o Professor Ishikawa o responsável pela criação do CCQ - Círculo de
Controle da Qualidade, cujo princípio era popularizar os conceitos de
estatística aplicada à qualidade, através de grupos de trabalhos compostos por
funcionários de níveis operacionais. Porém, não existe nenhuma citação nos seus
próprios livros sobre esta suposta referência.
O que se sabe é que o 5S foi
criado com o objetivo de possibilitar um ambiente de trabalho adequado para uma
maior produtividade. Isto ocorreu no início da década de 50, momento em que o
Japão tentava se reerguer da derrota sofrida na Segunda Grande e as indústrias
japonesas necessitavam colocar no mercado, produtos com preço e qualidade
capazes de competir na Europa e Estados Unidos.
Após se transformar numa grande potência econômica, o Japão passou a ser
foco de pesquisas por organizações de outros países, desejando conhecer as
ferramentas gerenciais utilizadas para justificar os seus grandes ganhos de
produtividade (Qualidade Total, Sistema de Produção Just-In-Time – JIT;
Manutenção Produtiva Total – TPM; Círculos de Controle de Qualidade – CCQ; o
princípio de melhoria contínua – KAIZEN). Porém, todas as organizações
japonesas são unânimes em afirmar que o 5S é a base física e comportamental
para o sucesso destas ferramentas gerenciais. Desta forma, o 5S passou a ser
adotado por várias organizações do mundo, como um pré-requisito dos seus
modelos de gestão.
Em busca de atender organizações e
profissionais que valorizam os modismos, alguns consultores procuram ampliar o
conceito original do 5S para 8S1 e 9S. Casualmente as três atividades
adicionais de cada metodologia não coincidem, o que significa a inclusão de
mais 7 “S”, quais sejam:
SHIKARI-YARO
– Determinação e União – É comprometer a alta direção na implantação do 5S.
SHIDO –
Treinamento – É capacitar funcionários de todos os níveis nos conceitos do 5S
SETSUYAKU
– Economia - É o combate aos desperdícios
SEISAN –
Eliminação de perdas – É envolver funcionários de todos os níveis e áreas para
eliminar todos os tipos de perdas
SEKININ
– Responsabilidade – É fazer com que cada um se torne responsável pelo seu
local de trabalho
SHITSUKOKU
– Persistência – É ter constância de propósito, não se limitando a fazer o 5S somente
no lançamento ou em vésperas de auditorias
SHUKAN
– Hábito – É praticar o 5S como um hábito, independente da
carga de trabalho ou de cobranças.
Fonte: www.administradores.com.br |