Os Cursos Superiores de Tecnologia surgiram
em nosso país na década de 60, como resposta da sociedade às transformações
socioeconômicas que envolviam os setores produtivos, a partir da implantação da
reforma do ensino industrial. A Lei 5.540/68, que disciplinou a educação
superior brasileira, em seus artigos 18 e 23, reforçou a possibilidade de
criação de Cursos Superiores de Tecnologia, com o objetivo de atender às
peculiaridades do mercado de trabalho regional, autorizando, segundo a área
abrangida, que os cursos apresentassem modalidades e duração diferentes, a fim
de responder às demandas e características do mundo do trabalho.
As primeiras experiências da educação tecnológica (cursos de formação de
tecnólogos) conviveram com os Cursos de Engenharia de Operações até 1977,
quando estes foram extintos. Apesar do sucesso alcançado pelas primeiras turmas
de formação de tecnólogos, a resistência dos meios acadêmicos acabou por inibir
a expansão desses cursos, sob a alegação de que seria necessária uma ampla
pesquisa de mercado para comprovar a necessidade daqueles profissionais.
No início da década de 1980, com a nova denominação de “Cursos
Superiores de Tecnologia (CST)”, estabelecida pela Resolução CFE nº12, de 30 de
dezembro de 1980, essa importante modalidade de educação superior foi reforçada
para atender às mudanças requeridas pelo mundo do trabalho. Novas formas de organização
e gestão exigiam profissionais com domínio científico e prática tecnológica, em
suas respectivas áreas de atuação. É nessa época que surgem as primeiras
entidades representativas dos profissionais tecnólogos no país, em decorrência
das restrições impostas ao exercício profissional compatível com a formação
adquirida na graduação tecnológica.
Em que pese a notória resistência dos meios acadêmicos universitários,
sobretudo das universidades federais, a exemplo de outras entidades privadas,
os primeiros cursos tecnológicos surgiram de forma espalhada pelo país. Ainda
na década de 1960, o estado de São Paulo criou alguns cursos tecnológicos no
Centro Paula Souza. Algumas iniciativas
surgiram também no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial– SENAI, como é o
caso do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil, no Rio de Janeiro,
que surgiu no ano de 1973. Neste mesmo período algumas universidades federais
ofertaram cursos tecnológicos como, por exemplo, a Universidade Federal de Mato
Grosso. Na década de 1970 o governo federal deu início à formação de tecnólogos
na Rede Federal de Edu- cação Profissional. Nessa Rede, o caso mais clássico
foi a criação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná.
Fonte: www.ant.org.br (Associação Nacional
dos Tecnólogos)